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Relações Internacionais do Brasil Contemporâneo
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O Curso

Nestas primeiras décadas do século XXI, a inserção internacional do Brasil parece ter atingido uma situação de impasse. Na década de 1980, presenciamos o início da reconstrução da identidade internacional do Brasil após o término do regime militar. No âmbito interno, a redemocratização permitiu o redesenho das credenciais do país no mundo através de seu engajamento crescente nos regimes internacionais de direitos humanos, não-proliferação nuclear e meio ambiente. Nos anos 1990, o fim da Guerra Fria e a globalização possibilitaram a associação entre a imagem do Brasil como país mediador e as possibilidades abertas pelo multilateralismo. Na primeira década dos anos 2000, houve também a valorização da América do Sul como espaço de liderança do país em paralelo a avanços sociais e à defesa da democratização da ordem internacional.

Nos últimos dez anos, contudo, alguns fatores começaram a modificar essa imagem internacional do Brasil. A crise econômica e os escândalos de corrupção perturbaram não apenas a ideia de que tínhamos uma democracia estável, mas também enfraqueceram as iniciativas e ideias associadas ao desenvolvimento e à autonomia decisória do país. Desde a crise financeira de 2008, agravada pela crise decorrente da pandemia global, a agenda multilateral tem perdido espaço no sistema internacional. Desde 2018, o país começou a perder sua credibilidade internacional, assim como sua liderança na América do Sul. Por sua vez, sua tradicional autoimagem como uma democracia racial tem sido desafiada tanto no debate público quanto no meio acadêmico. Em face disso, é possível afirmar que a identidade internacional do Brasil e seus modelos de política interna e externa vigentes desde 1985 compõem um período histórico cuja crise demanda compreensão.

Essa sensação de impasse também vem afetando as reflexões críticas sobre Relações Internacionais. Na década de 1980, a Teoria Crítica inovou a abordagem teórica do campo ao destacar a importância das forças sociais e formular uma agenda emancipatória. Com o fim da Guerra Fria, a década seguinte assistiu à proliferação das abordagens teóricas críticas em Relações Internacionais. O pós-estruturalismo avançou as discussões sobre as fronteiras da disciplina e questionou sua preferência excessiva por modos de conhecer baseados no racionalismo e no método positivista. Os estudos de gênero e as abordagens pós-colonial e decolonial colocaram em evidência a crítica à estrutura masculinizada e racializada não apenas da produção de conhecimento em Relações Internacionais, mas também da sociedade internacional. Recentemente, tem crescido no meio acadêmico a preocupação em colocar as abordagens teóricas críticas mais em contato com a prática ético-política, sobretudo em face da percepção de que entramos em um cenário marcado pela crise econômica e sanitária e por ameaças à ordem democrática ao redor do mundo.

Qual é o lugar do Brasil no mundo? Como as teorias críticas podem reconectar-se com a prática ético-política? É a partir dessas duas perguntas que o presente curso está estruturado. Por um lado, é preciso tentar compreender de que modo o modelo de inserção internacional do Brasil entrou em crise na última década. Por outro, há a necessidade de se repensar a crítica em Relações Internacionais, de modo a propiciar uma agenda mais capaz de conectar as reflexões teóricas e as práticas ético-políticas. Assim, o presente curso volta-se a um esforço coletivo de reflexão e análise sobre a inserção internacional do país e seus impactos internos desde a redemocratização por meio do emprego de ferramentas teóricas avançadas tanto de Relações Internacionais, quanto de outras ciências humanas e sociais. Essa iniciativa pretende conjugar intervenções em rede para pensar o Brasil na atualidade. Dessa forma, o curso poderá aumentar o interesse dos estudos sobre o país no CEUB, assim como colaborar para que a instituição funcione como um polo de debate e reflexão interinstitucional e canal de diálogo com o setor público e a sociedade em geral.

Público-alvo: egressos dos cursos de Relações Internacionais e áreas afins, assim como profissionais que já atuam no setor público.

Coordenador: 
Luciano da Rosa Muñoz
luciano.munoz@ceub.edu.br
WhatsApp: (61) 992539507

Turno: noturno nas sextas, de 18h30 às 22h40, e diurno de 8h30 às 12h40 e de 14h às 18h10, nos sábados.

Contatos: icpd@uniceub.br / Telefone: 3966-1201 - Opção 4 / WhatsApp: 3966-1201 - Opção 5

Horário de atendimento telefônico será das 9h às 12h e 13h às 18h e pelo WhatsApp das 9h às 20h.

E-Book de Relações Internacionais do Brasil Contemporâneo

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Diferenciais

  • O que faz o curso único

    Curso presencial

    As aulas são oferecidas com toda a estrutura do campus da Asa Norte do CEUB, incluindo salas de aulas com equipamentos multimídia, ampla biblioteca, laboratórios de informática e inúmeros recursos voltados para o desenvolvimento de atividades.

  • O que faz o curso único

    Corpo docente

    Os alunos terão aulas com professores qualificados, todos com títulos de doutorado e mestrado em Relações Internacionais e áreas afins das ciências humanas e sociais.

  • O que faz o curso único

    Debate transdisciplinar

    Ao longo do curso, os alunos terão contato com diversos módulos temáticos sobre o Brasil, os quais estarão relacionados de modo transdisciplinar por meio do emprego de ferramentas teóricas avançadas em Relações Internacionais.

Informações e disciplinas

DISCIPLINAS:

A potencialidade ética e comunicativa da poesia brasileira 30h
Análise de política externa brasileira pós-estruturalista: abordagens psicanalíticas e pós-coloniais 30h
Desafios e perspectivas da democracia no século XXI 30h
Economia do Conhecimento e 4ª Revolução Industrial: Repensando o Lugar do Brasil e dos PEDs na Economia Global 30h
Gênero e Democracia: outras gramáticas políticas 30h
Interpretações do Brasil 30h
Made in Brazil: arte e cultura na diplomacia brasileira contemporânea 30h
Métodos de Pesquisa 30h
Racismo e Antirracismo no Brasil contemporâneo 30h
Religião, Política e Identidade 30h
Teoria Crítica, emancipação e pós-crítica 30h
Teoria e prática da autonomia no Brasil e na América Latina 30h
Trabalho de Conclusão de Curso 30h


Local: Campus Asa Norte
Carga horária: 360 horas/aula, mais 30 horas/aula para a elaboração do TCC.
Duração do curso: 15 meses, aproximadamente.
Processo seletivo: análise de currículo e histórico escolar da graduação (primeira etapa) e entrevista com o coordenador do curso (segunda etapa).

Mensalidades

15 parcelas 18 parcelas 24 parcelas
15 x R$792,00 18x R$679,80 24x R$544,50

Observações:

Egressos do CEUB têm 20% de desconto (não cumulativos).

O CEUB reserva-se o direito de:
- Não oferecer o curso caso não atinja o número mínimo de alunos matriculados;
- Proceder alterações nas informações referentes aos cursos de pós-graduação sem prévio aviso.

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